A revolução da camisa

camisa

Um clássico em qualquer guarda-roupa, a camisa sempre foi considerada item básico, elegante e atemporal. Muito popular, os primeiros registros de sua história aparecem por volta do século IV, quando ainda era usada como uma espécie de segunda pele, por baixo das outras roupas. Como os tecidos dos trajes nobres eram muito ricos em detalhes e bordados em ouro, prata e pedras preciosas, lavá-los era uma tarefa difícil, e por isso as camisas eram utilizadas por baixo, para evitar que as roupas sujassem. Ao longo do século XIX, as camisas foram começando a ficar aparentes. Primeiro apareceram os punhos e colarinhos, e gradualmente a peça passou a se tornar visível, evoluindo até o modelo que conhecemos hoje. Ou conhecíamos, já que para o próximo verão, ela ganha uma nova cara e assume o posto de peça mais cool do momento.

Esqueça tudo que você já viu sobre camisas. A ordem agora é desconstruí-las completamente! As versões clássicas, em branco ou ainda com listras azuis, são as mais pedidas e ganham releituras com modelagens oversized, mangas hiperlongas e recortes assimétricos, transformando a camisa em um item excêntrico e cheio de personalidade, que tem conquistado muitos adeptos pela Europa. A principal vantagem é que a tendência funciona para todos, pois quanto mais desconstruída e diferente ela for de sua ideia inicial, melhor.

Decotes assimétricos foram destaque nas passarelas das grifes Anthony Vaccarello, Jil Sander e Zac Posen enquanto as mangas exageradas chamaram a atenção nas coleções de Philip Lim, Proenza Schouler, Vera Wang e Fendi. Com alguns botões abertos e caída sob os ombros, a camisa fica ainda mais descolada. E para quem acha que não consegue encarar as releituras mais ousadas, basta investir em um modelo oversized, que pode até ser emprestado do armário masculino. É para apostar já!

 

 

Por Francieli Hess

Escrito por

Uma jornalista de moda que adora mergulhar na profundidade das coisas e que abomina superficialidades. Principalmente quando dizem que a moda é superficial! Ama um bom cashmere, um acessório marcante e um sapato confortável, sem nunca abrir mão da arte e do design.

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