Beleza e preconceito

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Como soldadinhos de chumbo somos levados a encarar a beleza dentro de padrões. Uma nova onda que toma conta da moda e ate mesmo do consumo de alimentos faz a gente pensar na frente, do lado e fora da caixinha. Quando marcas como Diesel e Desigual abrem espaço em suas campanhas para a beleza incomum da top model canadense Winnie Harlow, que sofre de vitiligo, podemos acreditar que um novo recado esta sendo dado. Quando a indústria alimentícia faz uma campanha internacional para estimular o consumo de alimentos tidos como feios, uma nova historia esta sendo escrita.

Sabemos que nem todos os tomates são redondos e nem tomas as maças são tão perfeitas quanto a da Branca de Neve. Em busca do ideal de perfeição jogamos no lixo mais de 1,3 milhoes de alimentos por ano. Milhares de tangerinas acabam desmotivadas, batatas ficam introvertidas e muitas saborosas cenouras imperfeitas se sentem desprezadas. Já viu isso acontecer quando o assunto é ser humano?

O humor dessas palavras vem estampado em cartazes que fazem parte de campanhas de publicidade espalhadas por supermercados de toda França. Poderia ser humor negro como o desprezo que temos por seres humanos classificados como fora do nosso exigente padrão de beleza.

Da mesma forma que estamos em busca de uma moda ética, consciente e correta, acreditamos que há uma luz no fim do túnel quando o assunto é consumo. O novo, em editoriais de moda, anúncios de revista e outras publicidades instiga nossos sentidos.

E, parece que está aí com o propósito de provocar o nosso olhar e fazer a gente pensar e ver a beleza, no diferente.

Escrito por

Uma jornalista de moda que adora mergulhar na profundidade das coisas e que abomina superficialidades. Principalmente quando dizem que a moda é superficial! Ama um bom cashmere, um acessório marcante e um sapato confortável, sem nunca abrir mão da arte e do design.

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