Conheça as três bolsas mais desejadas do mundo e aprenda a identificar as réplicas

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Comprar uma bolsa de marca é um grande investimento, que marca um rito de passagem na vida de muitas mulheres e pode render mais do que o ouro, já que alguns modelos valorizam cerca de 500% em apenas algumas décadas. Seja para usar, revender ou colecionar, os acessórios se tornaram objetos de desejo e abriram as portas, também, para o mercado ilegal das réplicas e falsificações.

Embora pareçam a mesma coisa, existe uma diferença entre os dois termos. Enquanto os falsificados geralmente são produtos com baixa qualidade, feitos com materiais mais baratos e pouca atenção aos detalhes, as réplicas são cópias tão fiéis que, aos olhos destreinados, podem passar por originais gerando uma grande dor de cabeça para as marcas e até mesmo para o consumidor.

Com preços que chegam até a metade do valor das originais, essas réplicas de primeira linha vem chamando atenção das grandes grifes e os designers redobram seus esforços para poder atestar a procedência dos produtos. Um dos últimos a comprar essa briga foi Alexander Wang que recentemente conseguiu na justiça norte-americana o direito de derrubar 459 domínios que usavam seu nome para vender falsificações online, além de uma robusta indenização no valor de US$ 90 milhões. Já o italiano Salvatore Ferragamo anunciou, ainda em 2016, que suas bolsas estão sendo fabricadas com chips rastreáveis, para garantir a origem e a qualidade dos produtos.

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O Brasil também entrou na mira dos esforços anti-pirataria: uma empresa de investigação particular, contratada por fabricantes de artigos de grife da França elaborou um relatório que denuncia o mercado das réplicas de luxo no país. No centro de São Paulo, as bolsas falsificadas são vendidas por valores que chegam a casa dos R$ 3 mil. Entre os artigos encontrados, destacam-se as réplicas perfeitas de marcas como Louis Vuitton, Chanel, Hermès, Dior, Givenchy, Prada, Gucci e Michael Kors. Os investigadores concluíram que existe, no país, uma forte migração chinesa que contrabandeia e coordena a venda de produtos falsificados em larga escala. O relatório foi encaminhado para o Ministério das Relações Internacionais francês, a embaixada da França no Brasil e também para o governo brasileiro, à espera de providências.

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As marcas Hermès e Louis Vuitton estão entre as mais falsificadas

Para quem quer investir e não correr o risco de cair em ciladas, preparamos uma lista com os três modelos mais desejados (e copiados) do mundo, com algumas dicas de como garantir a procedência do produto. Confira abaixo:

 

Louis Vuitton Monogram Bag 

 

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O modelo mais clássico da Louis Vuitton é um dos mais falsificados no mundo, além das inúmeras releituras feitas por outras marcas (inclusive as brasileiras). Antigamente, bastava uma rápida olhada no monograma estampado para dizer se a bolsa é original ou réplica. Hoje, no entanto, as falsificações foram tão aperfeiçoadas que é preciso estar muito mais atento para não levar gato por lebre. Dentro da bolsa, há um código de série, impresso em uma pequena tag de couro, que denota quando e onde a peça foi fabricada, garantindo sua procedência. Não esqueça de checar os detalhes: a costura deve estar impecável e os zípers possuem o nome da marca gravado.

 

Chanel Flap Bag

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Talvez a mais clássica do mundo dos acessórios, a Chanel Flap Bag figura na lista de desejo de muitas mulheres, em especial a versão preta, que é atemporal e combina com tudo. Para saber se uma bolsa é original, preste bastante atenção no matelassê: as costuras devem estar perfeitamente alinhadas em todos os cantos, inclusive nas laterais e no bolso traseiro, com linhas que se encontram e completam a padronagem:

chanel original x fake

Observe como o matelassê se complementa na original, à direita. As costuras tortas entregam a bolsa falsa.

Além da costura impecável, todas as ferragens da bolsa possuem “Chanel Paris” gravado nos metais e dentro da bolsa você deve encontrar um pequeno adesivo holográfico, que contém dois pequenos logos da marca e um número de série com 7 ou 8 dígitos. O C duplo da logo é um outro diferencial: nas bolsas originais, o C virado para a direita deve se sobrepor ao outro C no topo e passar por baixo dele na parte inferior. Assim:

chanel original x falsa

 

 

Hermès Birkin

 

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Criada especialmente para a musa Jane Birkin em em 1984, a bolsa leva o seu nome e é uma das mais desejadas da Hermès até hoje. É muito fácil entender o seu sucesso: clássico e atemporal, o modelo permite que você tenha em mãos tudo que precisa e ainda assim permaneça elegante.

Na hora de investir, fique atenta aos detalhes: as ferragens devem ser douradas ou paládio (um tom de prata mais claro) e as placas na correia frontal, onde a bolsa é fechada, devem estar presas em todos os cantos. Na parte de trás da tira de couro onde está o “cadeado”, procure pelo código que denota o ano em que a peça foi feita e o nome do artesão que a confeccionou, já que todas as bolsas da Hermès são feitas manualmente, através de um delicado processo artesanal.

 

Escrito por

Uma jornalista de moda que adora mergulhar na profundidade das coisas e que abomina superficialidades. Principalmente quando dizem que a moda é superficial! Ama um bom cashmere, um acessório marcante e um sapato confortável, sem nunca abrir mão da arte e do design.

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