Espadrille reinventada: a história do clássico é aposta certa para o Verão 2019

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Figura carimbada nos looks do calor europeu, a espadrille é um item básico no estilo despojado-chic das francesas. O solado de corda é a assinatura desse calçado cheio de história, que se reinventa e aparece como uma tendência forte para a temporada verão 2019.

Com a alta dos acessórios feitos em fibras rústicas como a ráfia, o bambu e as palhas, a clássica espadrille agora recebe atenção redobrada. Além do shape mais tradicional, seus elementos são reinterpretados em versões que combinam couro, tecidos, bordados e até mesmo pinturas feitas à mão. Aqui, o objetivo é transitar entre a praia, o campo e as cidades, sempre com muita elegância. Em perfeita sintonia com o perfume boho que paira pelo ar.

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A it girl Jeanne Damas tem uma coleção de espadrilles!

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Despojado, o calçado é aposta certa entre as francesas

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A história das espadrilles

De alma casual, a espadrille surgiu durante a Idade Média, na Catalunha. No início, elas se popularizaram entre os camponeses como um calçado acessível, confortável e de baixo custo. A parte superior era confeccionada em lona e os laços serviam para mantê-las presas aos pés, protegendo-os da umidade. O solado era feito a partir da fibra de espardenya, uma gramínea abundante da região do Mediterrâneo e da qual deriva o nome francês espadrille, como conhecemos hoje.

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O processo de produção original do século XIII era altamente complexo, exigindo muitos artesãos para criar as tranças, outro artesão (conhecido como alpargatero) para criar as solas de corda e, finalmente, uma costureira para a parte superior e a faixa do tecido. O trabalho duro valia à pena, resultando em um sapato leve e flexível – perfeito para o clima quente e o estilo de vida ativo da população.

Alguns séculos depois, as espadrilles começaram a se transformar em uma tendência da moda, em vez de um item puramente funcional. Durante a década de 40, as musas do cinema popularizaram o estilo. Grace Kelly, Lauren Bacall e Rita Hayworth se renderam ao charme despojado das espadrilles, causando um frisson internacional.

A tendência de espadrille continuou nos anos 50 e 60, mas depois de um tempo, o modelo antigo ficou um pouco cansado. Reconhecendo a oportunidade de reinventar o clássico sapato de verão, Yves Saint Laurent decidiu criar uma nova versão. Ele se reuniu com o tradicional fabricante espanhol Castañer em uma feira em Paris e, na sequência, encomendou uma espadrille com um detalhe inovador: o salto.

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O modelo anabela trouxe a espadrille de volta ao radar da moda

Coral nails, @banso73 and black Carina. #castanerlovers #castañer #castaner #espadrilles

Un post condiviso da Castañer (@castanerofficial) in data:

Em 1970, a espadrille anabela cruzou a passarela da grife francesa e estourou para o sucesso. Foi o incentivo que faltava para popularizar o estilo entre a jet-set boêmia e descolada da época! O despojamento elegante do calçado era o complemento perfeito para os caftans e vestidos esvoaçantes das musas de Saint Laurent. Depois desse sucesso setentista, as espadrilles acabaram se consagrando como clássicos do armário feminino. Agora, com o estilo boho mais em alta do que nunca, elas são aposta certeira para o Verão 2019. Quem está de passagem marcada para a Europa não pode deixar de trazer o seu exemplar Castañer, sem dúvida uma compra atemporal, daquelas para passar de geração em geração.

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Com a alta das espadrilles, outros calçados com estética semelhante também voltam ao pódio das tendências


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