A história das babouches: descubra tudo sobre o calçado marroquino que é a maior tendência

história das babouches

A babouche tradicional vem do Oriente Médio, sendo um calçado utilizado tanto pelos beduínos quanto pelos monarcas desde os tempos mais remotos. Já o termo babouche, como conhecemos hoje, é a versão francesa da palavra persa papoosh (pa (pé) + poosh (cobertura)). Apesar da origem da palavra persa, o calçado foi criado no Marrocos, onde é vendido em versões ultra coloridas nos souks da cidade.

Essa tendência entrou no radar da moda há algumas temporadas, junto com as mules, confirmando o calcanhar de fora como o verdadeiro hit do momento. Quem colocou as babouches de volta nas passarelas foi a designer Phoebe Philo, que trouxe uma releitura moderninha do clássico para a coleção Resort 2016 da Céline. De lá para cá, o calçado estourou e tem tudo para ser uma das tendências mais fortes de 2018.

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Babouches da última coleção da Acne Studios

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A estética effortless chic das babouches já está fazendo sucesso nas ruas. Ela combina com looks variados e traz conforto excepcional para os pés.

história das babouches 2   As versões originais do calçado são feitas no Marrocos e podem ser lisas ou bordadas, em couro ou revestidas com seda.   história das babouches 1   As releituras do tradicional calçado começaram a surgir depois que Phoebe Philo as introduziu na coleção Resort da Céline, há alguns anos atrás. De lá para cá, a tendência bombou e foi replicada em inúmeras passarelas.  

A história das babouches marroquinas história das babouches 3

 

O slipper de couro é um dos componentes mais importantes do vestuário tradicional marroquino. A palavra francesa “babouche” é o termo mais conhecido hoje, uma vez que o calçado virou moda entre os artesãos franceses no século XVII para depois ganhar o mundo.

Suas versões originais são feitas com couro macio e flexível, decorado com bordados e ornamentos. As babouches podem, ainda, ser recobertas em seda, uma variação mais moderna e muito bem aceita pelos turistas que vão até os souks em busca do calçado. Sua fabricação é um processo manual e contínuo, que começa com a coleta e classificação das peles cruas (pele de cabra, de vaca e de camelo) e, em seguida, limpeza, secagem e tingimento até atingir o nível de maciez correto para confeccionar os pares, que chamam atenção tanto pela estética quanto pelo conforto.

A fabricação de couros é uma parte importante da economia do país. Em Fez, os couros que dão origem às babouches são curtidos e tingidos em poços que datam do século XI, um processo completamente artesanal que utiliza calcário, alumínio e excrementos de pombos repletos de amônia para amaciar a pele e fixar as cores.

O vídeo abaixo mostra o processo de produção de uma babouche tradicional marroquinta, feita inteiramente à mão:

Nos primeiros usos, a babouche irá parecer um pouco rígida, mas ao longo do tempo ela se moldará ao pé do dono, como se fosse feita sob medida para você. O ideal é comprar um par mais justo, já que o uso contínuo fará com que o calçado ceda. No Marrocos, o calçado que vem da rua é retirado antes de entrar em casa, de modo que é comum haverem as babouches para a rua e outras unicamente para o uso no lar.

 

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