Investir na bolsa certa pode render mais que ouro

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Elas são praticamente uma extensão do corpo feminino. Guardam segredos, intimidades e necessidades, além de refletirem fielmente a personalidade de sua dona. A história das bolsas na moda é tão antiga que é quase impossível precisar a data de seu surgimento, mas alguns registros históricos dão a ideia de que a sua criação seja tão antiga quanto a própria civilização humana.

Hoje em dia, as bolsas se tornaram objetos de desejo. Com etiquetas das grifes certas, o valor de uma bolsa pode crescer até 500% em apenas algumas décadas, transformando o acessório em um investimento mais valioso do que o próprio ouro! Quem deu a dica foi o site Stylist, que conversou com as principais especialistas em produtos de luxo e descobriu que a valorização anual de uma bolsa Birkin é de cerca de 14.2%, contra apenas 1.5% do ouro.

Para quem quer investir no mercado ou mesmo atualizar o guarda-roupa, é importante ficar de olho nas novidades, que nunca param de surgir. Os lançamentos para a temporada Verão 2018 já apareceram nas passarelas de Nova Iorque, Paris, Londres e Milão, e nós compilamos as principais tendências que prometem renovar o design das bolsas para a próxima estação.

TAMANHO MINI, ESTILO MAXI

A bolsa encolheu e a pedida para a próxima estação são as minis, com alças largas e levemente arredondadas. Correntes coloridas complementam o acessório nas criações da Burberry, Marc Jacobs e Coach, enquanto as alças de mão se destacam nas passarelas da Versace e da Fendi.

Bolsas mini

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Altuzarra e Chloè

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Alças de correntes – Coach e Marc Jacobs

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Correntes coloridas trazem um ar divertido para as bolsas da Burberry

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Alças de mão nos desfiles das grifes Fendi e Versace

A FORÇA DOS CLÁSSICOS

Após diversas temporadas investindo nos acessórios com pegada esportiva, parece que as grifes se renderam de vez ao charme dos clássicos. Nas passarelas, o que se vê é um revival dos modelos tradicionais e geométricos, que aparecem renovados pelo charme das cores pastel e das alças de mão, como na Fendi e na JW Anderson. Tons vibrantes também aparecem nas passarelas da Prada e da Max Mara, quebrando qualquer possível monotonia. O que se vê nessa temporada é que as marcas investem pesado para renovar os seus modelos mais tradicionais, atraindo consumidores mais jovens.  Destaque para as icônicas Hermès Kelly, criada no ano de 1935 em homenagem à princesa Grace Kelly, e a Lady Dior, modelo rebatizado em 1955, homenageando a princesa Lady Di.

Max Mara e Prada

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Max Mara e Prada

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Fendi e JW Anderson

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Alexander Wang e J.Crew

MAIS É MAIS

Se, por um lado, as marcas investem nos formatos clássicos, por outro lado é a vez do excesso. Com um forte empurrão da estética kitsch do estilista Alessandro Michelle, as bolsas aparecem repletas de detalhes multi coloridos, patches, recortes, colagens, estampas e muita brincadeira de texturas. Pelos, bordados e estampas se misturam nas bolsas desejo da Prada, pompons e penduricalhos compõem com os couros texturizados da Fendi, e até mesmo nos clássicos da italiana Bottega Veneta vemos apliques de flores contrastando com couro de cobra colorido. Na Gucci, que inspirou o movimento todo, as bolsas trazem muito metalizado, estampas florais coloridas e mensagens grafitadas.

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Prada

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Fendi

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Bottega Veneta

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Bottega Veneta

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Gucci

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Gucci

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Gucci

Por Francieli Hess

Escrito por

Uma jornalista de moda que adora mergulhar na profundidade das coisas e que abomina superficialidades. Principalmente quando dizem que a moda é superficial! Ama um bom cashmere, um acessório marcante e um sapato confortável, sem nunca abrir mão da arte e do design.

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