Rafael Chaouiche: conheça o jovem estilista que está levando a moda do sul do Brasil para o mundo

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Com apenas 24 anos, o estilista Rafael Chaouiche faz a moda brasileira brilhar pelo mundo afora. Ele conquistou a fama após se classificar como Finalista no quadro Como Manda o Figurino, exibido pelo programa Fantástico em 2015, e na última quinta-feira apresentou sua coleção Femme Fatale no Espaço Stela Knabben, em Florianópolis.

“Esta coleção é uma homenagem às mulheres e sua beleza. Foram elas que permitiram a marca chegar até aqui”, comenta Rafael Chaouiche, num tom de agradecimento também à rápida receptividade florianopolitana. Uma interessante mistura de tecidos, texturas, cores, estampas resinas, modelagens e detalhes especiais. O estilista Rafael Chaouiche sabe como poucos ousar na medida certa, com harmonia e equilíbrio e, assim, criar coleções preciosas. Foi isso que ele fez em Femme Fatale, a série de 102 peças para este outono-inverno, com declaradas referências na obra de Gustav Klimt.

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Atencioso, Rafael Chaouiche apresentou detalhes das suas criações para as convidadas do Espaço Stela Knabben

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Coquetel de lançamento – Rafael Chaouiche no Espaço Stella Knabben

Cynara Tavares e Stela Knabben

Cynara Tavares e Stella Knabben

Natural do Paraná, Chaouiche prestou mesmo muita atenção no trabalho do artista austríaco – amante confesso das mulheres e de sua feminilidade e sensualidade. Basta um breve olhar para identificar referências características, nas peças que trazem o marinho e o vermelho com base para estampas exclusivas com efeitos metalizados – uma constante na obra de Klimt. Tem ainda a modelagem ampla, assimétrica, babados e volumes que garantem os efeitos especiais.

Aproveitamos para bater um papo especial com o jovem estilista, que já é o maior sucesso. Confira:

Gente de Estilo: Rafael Chaouiche

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Estilo: Você é um estilista jovem e em grande ascensão no país. Me conta um pouco sobre a sua relação com a moda, de onde veio esse desejo e como tem sido esses últimos anos de trabalho.

Chaouiche: É uma coisa ancestral, é de Deus mesmo. Desde criança eu sempre gostei de moda, sempre foi uma coisa que eu sempre quis estar envolvido, que eu sempre busquei desde muito novo. Estar trabalhando com isso nos últimos anos tem sido a realização de um sonho de vida, onde tenho aprendido e evoluído muito. Esses últimos 3 anos com a marca tem sido um processo constante de evolução e de aprendizado, tá sendo maravilhoso poder trabalhar com o que eu realmente amo.

E: Quando você cria uma coleção, como você imagina a mulher que veste essas peças?

C: Eu imagino vários estilos de mulher, várias propostas de roupas para que que a minha cliente possa encontrar opções de looks para todas as ocasiões do dia, desde a hora que ela acorda pra um café da manhã até a noite, quando ela vai sair. Gosto de ter uma gama de [roupas para] várias ocasiões dentro de uma mesma coleção. Acho que eu imagino um pouco da mulher que o Klimt defendia, que é a feme fatale, a mulher fatal que chama atençãoo através da roupa. É essa a mulher que eu imagino quando estou criando.

E: A indústria da moda passa por grandes transformações e cada vez mais se fala em moda com propósito e com valor. Qual você acredita que seja o papel do estilista nessa reflexão? Existe uma nova maneira de criar e consumir moda?

C: Essa transformaçãoo que a moda vem vivendo é muito positiva. Passou a época que as pessoas davam tanto valor para o fast fashion e agora tá voltando a cultura das clientes que desejam algo com mais qualidade, um produto autoral, com história. Acho que essa transformação é muito positiva e ainda tem muito a melhorar e o papel do estilista é traduzir a sensibilidade do que acontece no mundo atual através das roupas, das situações, das história e também encantar quem usa essas roupas. Eu tento encantar através das minhas roupas e tento transmitir felicidade e beleza através delas.

E: Além de estilista, você também é figurinista e produtor. Como administrar toda essa criatividade? Esse desejo de trabalhar com tantas áreas é algo da sua personalidade?

C: É um processo muito natural para mim. Logo quando saí da faculdade eu comecei a estagiar com produção de moda naturalmente e através disso fui me envolvendo mais com esse mundo da produção. Foi quando eu acabei participando do reality da Globo em 2015 e a partir daí acabei me envolvendo com o mundo do figurino. Estilismo é uma coisa que eu sempre quis fazer, então digamos que tudo é um processo muito natural: o que envolve moda me traz prazer, então acaba acontecendo naturalmente.

E: Conta pra gente como foi essa parceria com a Estela Knabben e quais são os planos para o futuro.

C: Essa parceria foi, na verdade, um presente de Deus. Nós nos conhecemos em São Paulo, no Salão Casa Moda, quando eu tava apresentando a coleção em novembro pras clientes do atacado do Brasil todo. Foi quando acabamos conhecendo a Estela, ela gostou muito do nosso produto, a gente gostou muito dela e aí surgiu essa união de forças. Viemos lançar [a coleção] aqui na loja dela e a gente ficou muito, muito feliz e já estamos planejando o próximo lançamento, pra coleção de verão!

E: Você tem pontos de venda no país e também no exterior, sendo uma vitrine da juventude criativa do nosso país. Como está sendo mostrar a moda do Brasil para o mundo? Existe uma receptividade bacana no exterior?

C: Existe uma receptividade sim. A gente começou há pouco tempo com a Bossa lá de Miami, ainda tem muito a melhorar, eu quero explorar outros mercados internacionais, mas ter começado por Miami, que tem bastante a cultura da América Latina e também muitos brasileiros foi algo muito legal. As minhas peças jã estão esgotadas na loja, então existe sim uma receptividade bacana. É um produto que, graças a Deus, tem se encaixado muito nos padrões internacionais e eu busco muito isso nas minhas coleções.

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